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Vista da Garganta do Diabo desde a passarela nas Cataratas do Iguaçu (lado argentino)

Garganta do Diabo

80 metros de queda pura, 14 saltos convergentes e uma passarela que te leva à beirada do abismo. O ponto mais impactante de Iguaçu.

Última atualização: Abril 2026

A Garganta do Diabo é o coração absoluto das Cataratas do Iguaçu. Trata-se de uma queda colossal em forma de U onde 14 saltos convergem num abismo de 80 metros de profundidade e 150 metros de largura, gerando uma coluna de vapor que sobe mais de 30 metros acima da queda e pode ser vista de quilômetros de distância. O rugido é tão intenso que fica difícil manter uma conversa normal perto do mirante. É, sem sombra de dúvida, uma das experiências naturais mais arrebatadoras do planeta.

Os primeiros exploradores europeus a batizaram de "Garganta do Diabo" porque sentiam que estavam se debruçando sobre as fauces do submundo: a água desaparece num vácuo de neblina e estrondo do qual parece não haver retorno. O explorador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca foi o primeiro europeu a documentá-la em 1542, e desde então cativou milhões de viajantes do mundo todo.

Dados da Garganta do Diabo

  • Altura da queda: 80 metros
  • Largura: 150 metros
  • Saltos convergentes: 14
  • Comprimento da passarela: 1.100 metros
  • Acesso: Trem Ecológico + passarela para pedestres
  • Duração do passeio: 1h30 - 2 horas (ida e volta)
  • Acessibilidade: Apta para cadeira de rodas
  • Incluída em: Entrada do Parque Nacional Iguazú (lado argentino)

Como chegar à Garganta do Diabo

Para chegar à Garganta do Diabo, primeiro você entra no Parque Nacional Iguazú pela entrada principal (18 km de Puerto Iguazú, ou cerca de 30 km cruzando a fronteira a partir de Foz do Iguaçu). Da Estação Central do parque, você pega o Trem Ecológico da Selva até a Estação Garganta do Diabo (última parada, cerca de 25 minutos de viagem). O trem funciona a gás natural e sai a cada 20-30 minutos.

A partir da estação, começa a passarela metálica de 1.100 metros sobre o rio Iguaçu Superior. A caminhada é totalmente plana e acessível. Você caminha sobre águas cor de esmeralda que fluem com aparente calma, enquanto nas laterais dá para ver peixes, tartarugas e até algum jacaré. A selva te envolve com seus sons. E, de repente, quase sem aviso prévio, o rio desaparece diante dos seus olhos: você está chegando à beirada da Garganta.

A experiência no mirante

O mirante final da Garganta do Diabo é uma sacada de metal que se estende sobre o vazio. Dali, você olha diretamente para baixo: 80 metros de queda livre de água que se perde numa nuvem de vapor eterno. A água cai com uma violência inimaginável — estamos falando de uma vazão média de 1.746 metros cúbicos por segundo, que em épocas de cheia pode se multiplicar várias vezes.

O que você sente lá em cima é difícil de descrever: a vibração do metal sob seus pés, o rugido ensurdecedor, a neblina que te encharca em segundos, os arco-íris que aparecem e somem a cada rajada de vento. Muitos visitantes choram de emoção. Não é exagero: a Garganta do Diabo é uma experiência que transcende o turístico e entra no espiritual.

Dica de fotógrafo: Para a melhor foto dos arco-íris, visite entre 9h e 11h, quando o sol está no ângulo ideal. Use modo rajada ou vídeo no celular, porque os arco-íris aparecem e desaparecem com as rajadas de vento. E não esqueça da capa impermeável: a neblina é constante e seu equipamento vai sofrer.

Dicas práticas para a Garganta do Diabo

O que levar

  • Capa impermeável para celular: isso é obrigatório, não opcional
  • Capa de chuva ou poncho: você vai ficar encharcado mesmo assim, mas ajuda
  • Calçado com aderência: a passarela pode ficar escorregadia pelo borrifo
  • Roupa de secagem rápida: algodão molhado em umidade tropical = desconforto
  • Boné com cordão: o vento perto da Garganta é forte
  • Reais ou pesos: dentro do parque aceitam cartão, mas leve algum dinheiro para extras

Melhor estratégia de visita

Chegue ao parque às 8h, quando abre, e dirija-se direto ao trem com destino à Garganta do Diabo. Nesse horário, a passarela está praticamente vazia e você pode aproveitar o mirante com tranquilidade. Depois das 10h começam a chegar os grupos de turismo e a experiência muda radicalmente: filas para o trem, aglomeração no mirante e menos tempo para contemplar.

Vindo de Foz do Iguaçu? Como cruzar a fronteira

Se você está hospedado em Foz e quer fazer o lado argentino num bate e volta, é totalmente viável e vale muito a pena. A maioria dos brasileiros faz exatamente isso. Veja as opções:

  • Tour com transporte (mais fácil): a opção mais prática. A agência cuida de tudo — busca no hotel em Foz, atravessa a fronteira, leva você à entrada do parque argentino, retorna no fim do dia. USD 28-50 dependendo do tour.
  • Carro alugado: 30 km, cerca de 45 minutos com a fronteira. Atenção: você precisa parar no posto da Polícia Federal brasileira para registrar saída e na Migração argentina para registrar entrada (e o mesmo na volta). Documento obrigatório: RG novo (com foto recente) ou passaporte.
  • Ônibus de linha: sai do Terminal Urbano de Foz e vai até Puerto Iguazú; de lá você pega outro ônibus até o parque. Mais barato, mas leva o dia todo só no transporte.
  • Uber/táxi: Uber só vai até a fronteira do lado brasileiro. Não é prático para o bate-volta.

Documentação para brasileiros: é só RG (novo, com foto recente e sem rasuras) ou passaporte. Crianças precisam de documento próprio. Não precisa de visto nem carteira de vacina obrigatória.

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Perguntas frequentes

Quanto tempo dura o passeio até a Garganta do Diabo?

O passeio completo leva entre 1h30 e 2 horas. Inclui 25 minutos no Trem Ecológico desde a Estação Central até a Estação Garganta, e depois uma caminhada de 1.100 metros pela passarela sobre o rio Iguaçu. No mirante final, você vai querer ficar pelo menos 20-30 minutos contemplando o espetáculo.

Vou me molhar na Garganta do Diabo?

Sim, é praticamente inevitável. A neblina que sobe da queda de 80 metros é constante e intensa. Mesmo com capa de chuva, você vai ficar bastante molhado. Leve seu celular e câmera em capa impermeável ou bolsa estanque. Muitos visitantes levam uma muda de roupa para trocar depois.

Qual o melhor horário para visitar a Garganta do Diabo?

O ideal é chegar cedo, antes das 10h, quando há menos gente e a luz do sol produz arco-íris espetaculares sobre o vapor. Depois das 15h também é um bom momento: a multidão diminui e a luz da tarde cria uma atmosfera dourada. Evite o meio-dia, quando a passarela está mais congestionada.

A Garganta do Diabo é acessível para cadeirantes?

Sim. A passarela é totalmente acessível para cadeiras de rodas e carrinhos de bebê. É plana, de metal, com guarda-corpos de segurança nos dois lados. O Trem Ecológico também tem vagões acessíveis. É uma das experiências mais inclusivas do parque.

Vale mais a pena o lado argentino ou o brasileiro?

Os dois! O lado brasileiro (Foz do Iguaçu) tem a vista panorâmica clássica em meia-lua, e dá para fazer em meio dia. O lado argentino tem 80% das quedas, a Garganta do Diabo "in your face" e leva o dia todo. Para aproveitar de verdade, faça os dois — comece pelo brasileiro (panorâmica) e dedique o segundo dia ao argentino (imersivo).

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