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Planeje sua viagem à Argentina

Roteiros por dias, mapa interativo, melhor época e orçamentos. Tudo numa só página, feito por locais.

Criado por locais com raízes em Salta Atualizado abril 2026

Passo 1

Quantos dias você tem?

Escolha abaixo e mostro o roteiro que melhor encaixa.

7 dias — Buenos Aires + Iguaçu + Salta

Capital, cataratas e o norte colonial com a Quebrada de Humahuaca e Cafayate. Três climas, três mundos.

Passo 3

Quando ir

A Argentina é enorme com climas opostos. Os melhores meses por região.

Região Melhores meses Por quê
Buenos Aires Mar–Mai, Set–Nov Outono e primavera, clima ameno
Patagônia Nov–Mar Verão austral, única janela acessível
Iguaçu Abr–Jun, Set–Out Evite verão úmido e feriados
Salta e Jujuy Abr–Nov Estação seca, dias ensolarados
Mendoza Mar–Mai (vindima) Outono com colheita e ótimas temperaturas
Iberá Mai–Set Estação seca para avistar fauna

Passo 4

Quanto custa

Orçamento diário aproximado por nível. A Argentina pode ser muito acessível ou francamente premium.

Mochileiro

USD 35–55 / dia

  • Hostel dormitório USD 12–18
  • Comida local USD 8–15
  • Transporte público + ônibus longa distância
  • Tours em grupo USD 35–55
Conforto

USD 90–160 / dia

  • Hotel 3★ USD 50–90
  • Restaurante médio USD 25–40
  • Voos domésticos + Uber
  • Tours regulares USD 60–100
Premium

USD 250+ / dia

  • Hotel boutique / lodge USD 150–350
  • Harmonização em vinícola USD 60–120
  • Voos + transfers privados
  • Experiências exclusivas USD 200+

Como planejar sua viagem à Argentina passo a passo

A Argentina é o oitavo maior país do mundo: 3.700 km de norte a sul, com climas que vão da selva subtropical de Iguaçu aos campos de gelo continental da Patagônia. Planejar bem é a diferença entre uma viagem épica e duas semanas perdidas em aeroportos. Este guia cobre tudo o que você precisa decidir antes de comprar passagens — pensado para quem viaja em 2026, com dados reais de abril de 2026.

Documentação e entrada

Brasileiros entram na Argentina apenas com RG válido (emitido há menos de 10 anos, em bom estado, com foto reconhecível). Não precisa passaporte, não precisa visto, não precisa vacina obrigatória. A estadia turística é de até 90 dias e o carimbo é feito na chegada em Ezeiza (EZE) ou Aeroparque (AEP). Recomendamos passaporte mesmo assim — o RG funciona, mas em caso de problema com vôo, hospital ou polícia, o passaporte simplifica tudo. Crianças e adolescentes precisam autorização de viagem se viajarem desacompanhados de um dos pais.

O peso, o dólar blue e como pagar

Esta é a parte mais estranha da Argentina e a que mais confunde quem nunca foi. Existem vários câmbios diferentes e a diferença entre eles é enorme. Em abril de 2026, o dólar oficial está perto de ARS 1.050 enquanto o dólar MEP (financeiro, totalmente legal, e que turistas conseguem) gira em torno de ARS 1.180–1.220. Pagar com cartão de crédito brasileiro Visa ou Mastercard hoje aplica direto o câmbio MEP — isto mudou no fim de 2023 e blogs antigos que mandam levar maço de dólares estão desatualizados.

Recomendação prática: leve dólares em espécie e cartão internacional. O cartão cobre 80% dos gastos (hotéis, restaurantes, voos, supermercados), e os dólares em espécie servem para táxis, gorjetas, feiras e cidades pequenas sem maquininha. Troque em casas de câmbio oficiais na Florida em Buenos Aires ou pelo Western Union (também dá câmbio MEP). Evite o aeroporto: o câmbio é 25–30% pior. Real brasileiro também é trocado sem problema nas cuevas — não precisa converter para dólar antes.

Voos domésticos: a decisão mais importante

As distâncias são brutais. Buenos Aires–El Calafate são 2.700 km (3h 20min de voo, 32 horas de ônibus). Buenos Aires–Iguaçu são 1.300 km (1h 50min). Buenos Aires–Salta são 1.500 km. A não ser que tenha 21+ dias, os voos domésticos são obrigatórios em qualquer roteiro sério. Aerolíneas Argentinas, Flybondi e JetSmart são as três opções; comprando 2–3 meses antes, trechos curtos saem entre USD 80–140 e os longos para a Patagônia entre USD 150–280.

Quase todos os voos domésticos saem do Aeroparque (AEP), não de Ezeiza. Se seu voo do Brasil pousa em EZE e no dia seguinte segue para Mendoza ou Bariloche, durma uma noite em Buenos Aires — a transferência entre aeroportos leva 1h 30min com trânsito e vira pesadelo se estiver no aperto.

Quando ir conforme sua prioridade

A Argentina não tem uma "melhor época" universal. Depende de para onde você vai: a Patagônia só é acessível de novembro a março (verão austral) — fora dessa janela, El Calafate e Ushuaia ficam em -10°C com estradas fechadas. Iguaçu é o oposto: evite janeiro e fevereiro (calor pegajoso, lotado de brasileiros e argentinos em férias). O norte (Salta, Jujuy, Tucumán) é melhor no inverno seco, de abril a novembro: dias ensolarados a 22°C, noites frias. Mendoza brilha no outono com a vendima (colheita em março) e os parreirais avermelhados.

Se precisa escolher um único mês para combinar várias regiões, outubro e novembro são ideais: Patagônia já abriu, o norte ainda seco, Buenos Aires na primavera, Iguaçu sem ferver. Março e abril também funcionam muito bem.

Quantos dias conforme seu perfil

Minha regra rápida: nunca menos de 7 dias. Voar 3 horas de São Paulo até Buenos Aires e ficar 4 dias é desperdício. As combinações que funcionam:

  • 5 dias: só BA + Iguaçu. O mínimo razoável. Voe a Iguaçu na manhã do dia 3, durma 2 noites, volte no dia 5.
  • 7 dias: adicione Salta. Três regiões em uma semana é apertado mas perfeitamente possível com voos comprados.
  • 10 dias: BA + Mendoza + Bariloche, ou BA + Iguaçu + Salta + Cafayate. Dois modelos clássicos.
  • 14 dias: o ponto ideal — Argentina completa sem correr. BA + Iguaçu + Salta + Mendoza + Calafate. Cataratas, deserto, vinhos e geleira numa só viagem.
  • 21 dias: adicione Bariloche, Ushuaia ou Iberá conforme gosto. E Buenos Aires merece 4 dias, não 2.

Veja nossos roteiros detalhados de 5 dias, 10 dias e 12 dias com cronograma dia a dia.

As cinco regiões que importam

Buenos Aires é o portal de entrada e merece pelo menos 3 noites. Tango em San Telmo, parrilla em Palermo, livraria El Ateneo, La Boca e Recoleta. Em Iguaçu, o lado argentino oferece a experiência imersiva (passarelas, Garganta do Diabo a um metro) e o lado brasileiro a vista panorâmica — se der, faça os dois. Salta e Jujuy é a surpresa de toda viagem: a Quebrada de Humahuaca, o Cerro de los Siete Colores, o Trem para as Nuvens, os vinhos de altura de Cafayate.

Mendoza são vinícolas de Malbec, o maciço do Aconcágua e a culinária argentina no auge. A Patagônia é gigantesca: Bariloche e os lagos, El Calafate com o Glaciar Perito Moreno, El Chaltén para trekking, Ushuaia como fim do mundo. Escolha 1–2 — não tente fazer tudo.

O que levar na mala

A Argentina exige quatro climas numa só mala. Combinando Iguaçu (30°C úmido) com Patagônia (5°C com vento) e Salta (20°C de dia, 5°C à noite), são necessárias camadas. O essencial: jaqueta impermeável leve, fleece, tênis confortável (vai andar muito), maiô (mesmo no inverno por causa de hot springs e piscinas climatizadas), adaptador tipo C/I (a Argentina usa o mesmo padrão da Itália e do Brasil — alguns plugues brasileiros funcionam direto), protetor solar FPS 50+ (o sol do altiplano e da Patagônia é brutal por causa da altitude e do ozônio), repelente para Iguaçu e Iberá. E deixe espaço para Malbec — você vai comprar.

Segurança e dicas finais

A Argentina é razoavelmente segura para turistas com bom senso. Buenos Aires tem bairros mais cuidados que outros: Palermo, Recoleta, Puerto Madero, San Telmo de dia — tudo tranquilo. Microcentro e Once à noite, melhor de táxi. Use Uber, Cabify ou DiDi em vez de pegar táxi na rua: paga com cartão e fica registro. Na Patagônia e no norte, a criminalidade é praticamente inexistente — são cidades turísticas pequenas onde todo mundo se conhece.

Mantenha cópia digital do passaporte/RG no celular, faça seguro-viagem (hospitais públicos atendem grátis, mas o atendimento privado é mais rápido; um seguro USD 3–5/dia cobre tudo), e baixe o Google Maps offline para rotas patagônicas onde não há sinal. Se você fala portunhol, vai se virar em 90% das situações — o inglês está em hotéis grandes, quase nada no interior.

Transporte interno: como se mover em cada região

Além dos voos, dentro de cada região vale ajustar o meio. Em Buenos Aires, o cartão SUBE recarregável custa ARS 1.000 (USD 0,80) e dá acesso a metrô, ônibus e trens com tarifas mínimas. Uber funciona perfeito e a média é ARS 3.500–6.000 (USD 3–5) por trajeto urbano. Em Mendoza, alugar um carro por 2–3 dias é a melhor decisão para percorrer as vinícolas de Luján de Cuyo e Valle de Uco — um Toyota Etios sai por volta de USD 45/dia com seguro. Em Salta e Jujuy, contratar um motorista-guia por 2–3 dias acaba ficando mais barato do que alugar e dirigir você mesmo pela Quebrada de Humahuaca ou Cuesta del Obispo (rotas montanhosas exigentes a 3.500m). Na Patagônia, os voos são o transporte principal e entre destinos próximos (Calafate–Chaltén) há ônibus confiáveis da Chaltén Travel e similares.

Comida e gorjetas: a cultura argentina à mesa

A Argentina come tarde e come carne. O almoço começa às 13h e o jantar só depois das 21h — restaurantes que abrem antes são turísticos. A parrilla é religião: ojo de bife (entrecôte), asado de tira (costela), vacío (fraldinha), mollejas (moleja) e chorizos. Uma parrillada para dois num bom lugar (Don Julio, La Carnicería em Buenos Aires) custa USD 80–120 com vinho. Uma parrilla de bairro sai USD 30–50. As empanadas salteñas são obrigatórias no norte (USD 1–2 cada), o locro nos feriados de 25 de maio e 9 de julho. A gorjeta de 10% é esperada em restaurantes (não vem na conta) e apreciada mas não obrigatória em táxis. O café argentino é fraquinho — peça cortado em vez de espresso se quiser algo decente.

Conectividade: SIM, WiFi e apps essenciais

Compre um SIM local assim que chegar. Claro e Personal vendem chips pré-pagos em quiosques do aeroporto e centro por ARS 3.000–5.000 (USD 2,50–4) com 10–20 GB. Precisa de passaporte para ativar. Melhor ainda: um eSIM como Holafly ou Airalo (USD 25–40 por 15 dias) que você ativa antes de sair de casa. WiFi em hotéis, cafés e aeroportos costuma ser bom. Apps obrigatórios: Uber/Cabify/DiDi (transporte), Mercado Libre (compras), Rappi (delivery), BondiApp (ônibus em BA), Google Maps offline baixado para cada região antes de chegar.

Pronto para começar? Escolha sua duração lá em cima, abra a região que mais te chama e monte seu próprio roteiro. E inscreva-se na newsletter abaixo — mandamos guias mensais, ofertas reais de vinícolas e dicas que só dá quem mora aqui.

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