O Noroeste Argentino (NOA) é uma das regiões mais espetaculares do mundo para percorrer de carro. Desde Salta capital, as estradas se abrem em leque rumo a quebradas coloridas, salares brancos, cuestas de montanha a mais de 4.000 metros e povoados coloniais parados no tempo. A Ruta 68 liga Salta a Cafayate (180 km, 3 horas), atravessando a Quebrada de las Conchas com suas formações rochosas vermelhas. A Rota Nacional 9 sobe para o norte pela Quebrada de Humahuaca, Patrimônio da Humanidade, passando por Purmamarca (190 km), Tilcara e Humahuaca (300 km). Desde Purmamarca, a Ruta 52 sobe pela Cuesta del Lipán até as Salinas Grandes, a 3.450 metros. A RP 33, conhecida como Cuesta del Obispo, atravessa os Vales Calchaquíes até Cachi (157 km) cruzando o Parque Nacional Los Cardones. A mítica Ruta 40 liga Cachi a Cafayate por um trecho de 160 km parcialmente de ripio, que é um dos drives mais desafiadores e bonitos da Argentina. A RN 51 leva a San Antonio de los Cobres pela Quebrada del Toro (164 km), e dali dá para continuar ao Viaducto La Polvorilla do Tren a las Nubes. E, para os aventureiros, a estrada a Iruya (306 km desde Salta) termina com 50 km de cornija de terra que testam os nervos e recompensam com um dos povoados mais isolados e pitorescos da Argentina. Para a maioria dessas rotas, um carro padrão é suficiente; só a Ruta 40 Cachi–Cafayate e o acesso a Iruya exigem 4x4. Este guia cobre cada rota quilômetro a quilômetro: estado da estrada, distâncias, postos de combustível, mudanças de altitude, melhor horário para dirigir, o que você vai ver no caminho e tudo o que precisa saber para planejar seu road trip pelo NOA.
Por que percorrer o NOA de carro?
Há muitos destinos na Argentina que dá para percorrer de ônibus ou em excursão organizada. O NOA também, mas dirigir muda a experiência por completo. As paisagens do NOA se revelam devagar: uma curva mostra um cerro de sete cores, a seguinte um cânion profundo, a outra um campo infinito de cardones. Com seu próprio carro você para onde quiser, desvia para um povoado fora do plano, fica para ver o pôr do sol sobre uma quebrada sem olhar o relógio do guia. As estradas são pouco movimentadas (fora da alta temporada, dá para dirigir 30 minutos sem cruzar com outro veículo), bem sinalizadas nos trechos principais e têm um nível de espetáculo que compete com a Route 66 dos Estados Unidos, a Ring Road da Islândia ou a Garden Route da África do Sul. A diferença é que no NOA ainda não há multidões, os preços são acessíveis e a infraestrutura é suficiente sem perder autenticidade. É, possivelmente, o melhor road trip da América do Sul que quase ninguém conhece.
Tabela-resumo das rotas
| Rota | Distância | Tempo | Superfície | Veículo | Altitude máx. |
|---|---|---|---|---|---|
| Salta → Cafayate (Ruta 68) | 180 km | 3 h | Asfalto 100% | Qualquer carro | 1.660 m |
| Salta → Purmamarca (RN 9) | 190 km | 2,5 h | Asfalto 100% | Qualquer carro | 2.200 m |
| Salta → Humahuaca (RN 9) | 300 km | 4 h | Asfalto 100% | Qualquer carro | 2.940 m |
| Purmamarca → Salinas Grandes (Ruta 52) | 65 km | 1 h | Asfalto 100% | Qualquer carro | 4.170 m |
| Salta → Cachi (RP 33) | 157 km | 4 h | Asfalto 100% | Qualquer carro | 3.348 m |
| Cachi → Cafayate (Ruta 40) | 160 km | 5 h | Mista (ripio) | 4x4 recomendado | 3.000 m |
| Salta → San Antonio de los Cobres (RN 51) | 164 km | 3 h | Asfalto 100% | Qualquer carro | 3.775 m |
| Salta → Iruya | 306 km | 7 h | Mista (50 km ripio) | 4x4 obrigatório | 3.950 m |
Rota por rota: tudo o que você precisa saber
Salta → Cafayate pela Ruta 68 — A Quebrada de las Conchas
Distância: 180 km | Tempo de direção: 3 horas (sem paradas) | Superfície: asfalto 100%, excelente estado | Condição: ★★★★★ | Combustível: abasteça em Salta, há posto em El Carril (km 35) e em Cafayate | Altitude: sai de 1.187 m (Salta), sobe a 1.660 m e desce a 1.660 m (Cafayate) | Melhor horário: saia cedo pela manhã (7h-8h); a luz da tarde (depois das 16h) é espetacular para as fotos das formações rochosas | Veículo: qualquer carro
A Ruta 68 é a estrada mais famosa do NOA e provavelmente a mais fotogênica de toda a Argentina. Conecta Salta a Cafayate atravessando a Quebrada de las Conchas (também chamada Quebrada de Cafayate), um cânion de 50 km de formações de rocha sedimentar erodidas ao longo de milhões de anos, que deixou figuras naturais em vermelho, laranja e ocre. É uma estrada totalmente asfaltada, em ótimo estado, sem curvas perigosas e apta para qualquer veículo.
O percurso: os primeiros 80 km desde Salta passam pelo Vale de Lerma, uma paisagem verde e agrícola com plantações de tabaco e fazendas. É um trecho rápido e sem muito interesse paisagístico. A mágica começa ao entrar na Quebrada de las Conchas, onde a paisagem muda de repente: as montanhas ficam vermelhas, o rio Las Conchas aparece serpenteando, e cada curva revela uma nova formação geológica.
Paradas obrigatórias (todas sinalizadas com placas e estacionamento à beira da estrada):
- Garganta del Diablo: uma caminhada curta de 15 minutos por um cânion estreito com paredes vermelhas altíssimas. Impressionante. Vá cedo, porque ao meio-dia faz muito calor.
- El Anfiteatro: uma cavidade natural semicircular com acústica perfeita. Às vezes tem músicos tocando dentro. Um dos cartões-postais mais icônicos do NOA.
- La Yesera: formações brancas de gesso que contrastam com o vermelho do entorno.
- Los Castillos: formações que parecem torres de um castelo medieval. Melhor no fim da tarde.
- El Obelisco: uma agulha de rocha solitária que se avista da estrada.
- Los Médanos: dunas de areia fina já próximas de Cafayate.
Dica principal: embora o tempo de direção seja de 3 horas, planeje pelo menos 5-6 horas para curtir as paradas. É uma estrada para fazer devagar. Muitos viajantes fazem ida e volta no mesmo dia desde Salta, mas o ideal é passar uma ou duas noites em Cafayate para visitar as vinícolas. Os primeiros 80 km até a entrada da Quebrada são pouco interessantes — zona agrícola plana com plantações de tabaco. Dá para parar no Embalse Cabra Corral (um desvio curto da Ruta 68) para um piquenique na margem do lago se precisar cortar a viagem. A mágica real começa quando você entra na Quebrada de las Conchas e a paisagem muda abruptamente de verde para vermelho intenso.
Salta → Purmamarca / Humahuaca pela RN 9 — A Quebrada de Humahuaca
Distância: 190 km até Purmamarca, 220 km até Tilcara, 300 km até Humahuaca | Tempo de direção: 2h30 até Purmamarca, 3 h até Tilcara, 4 h até Humahuaca | Superfície: asfalto 100%, bom estado | Condição: ★★★★★ | Combustível: abasteça em Salta, há postos em San Salvador de Jujuy (km 95), Purmamarca, Tilcara e Humahuaca | Altitude: sai de 1.187 m (Salta), passa por 1.259 m (S.S. de Jujuy), sobe gradualmente a 2.324 m (Purmamarca), 2.461 m (Tilcara) e 2.939 m (Humahuaca) | Melhor horário: qualquer horário; se possível, chegar a Purmamarca para o entardecer | Veículo: qualquer carro
A RN 9 é a coluna vertebral do NOA. Liga Salta à Quebrada de Humahuaca, declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2003. É uma estrada larga, totalmente asfaltada, com boa sinalização, que sobe gradualmente dos 1.187 metros de Salta até os quase 3.000 metros de Humahuaca. Não tem dificuldades técnicas: é uma rota que qualquer motorista faz com qualquer veículo.
O percurso: os primeiros 95 km são rodovia/autovia entre Salta e San Salvador de Jujuy (capital da província de Jujuy). É um trecho rápido e sem interesse turístico, só para cobrir distância. Depois de Jujuy capital, a estrada começa a subir e a ficar interessante.
Povoados e paradas principais:
- Purmamarca (km 190): o povoado mais fotogênico da Quebrada. O Cerro de los Siete Colores é visto direto da praça. Feira artesanal excelente. Imperdível o Paseo de los Colorados (caminhada de 30 minutos que contorna o cerro). Há hospedagem para todos os bolsos. É a base ideal para visitar as Salinas Grandes no dia seguinte.
- Tilcara (km 220): o povoado mais "vivo" da Quebrada. Boa cena gastronômica, o Pucará de Tilcara (fortaleza pré-inca, entrada paga), jardim botânico de altitude. Mais opções de restaurantes e hospedagem que Purmamarca, e um pouco mais econômico.
- Humahuaca (km 300): a cidade maior da Quebrada. O Monumento aos Heróis da Independência (subida pela escadaria com vista panorâmica), o Reloj del Cabildo (ao meio-dia sai a figura de San Francisco Solano) e a rua principal com seu mercado de artesanato. Dali dá para fazer a excursão à Serranía del Hornocal (cerro de 14 cores, 25 km de ripio).
Dica principal: muitos viajantes usam Purmamarca ou Tilcara como base e fazem excursões de ida e volta a Humahuaca e Salinas Grandes. Duas a três noites na Quebrada são ideais. Se você vem no carnaval (fevereiro), a Quebrada vira uma festa com diabladas, música e cores — mas é preciso reservar hospedagem com meses de antecedência.
Purmamarca → Salinas Grandes pela Ruta 52 — A Cuesta del Lipán
Distância: 65 km | Tempo de direção: 1 hora (sem paradas) | Superfície: asfalto 100%, bom estado | Condição: ★★★★☆ (por causa da altitude e das curvas) | Combustível: abasteça em Purmamarca ou Tilcara, NÃO há postos na Cuesta nem nas Salinas | Altitude: sai de 2.324 m (Purmamarca), sobe até a passagem a 4.170 m, desce a 3.450 m (Salinas Grandes) | Melhor horário: saia cedo (7h-8h) para chegar às Salinas com sol alto; o branco do salar brilha mais ao meio-dia | Veículo: qualquer carro (o motor pode perder potência na subida, é normal)
A Cuesta del Lipán é uma das subidas de montanha mais espetaculares da Argentina. Em 40 km de ziguezague ascendente, a Ruta 52 sobe dos 2.324 m de Purmamarca até uma passagem a 4.170 m de altitude, para depois descer levemente até as Salinas Grandes, a 3.450 m. A estrada é totalmente asfaltada e em bom estado, mas as curvas são fechadas e a inclinação é pronunciada. O principal desafio não é a estrada, e sim a altitude: a 4.000 metros o ar tem 40% menos oxigênio, os motores aspirados perdem potência notável e algumas pessoas sentem sintomas de apunamiento (tontura, dor de cabeça, falta de ar).
O percurso: você sai de Purmamarca e logo começa a subir. As curvas de ferradura (switchbacks) são amplas e bem sinalizadas. Conforme sobe, a paisagem muda: os cerros coloridos ficam lá embaixo e o entorno fica árido, rochoso, quase lunar. No ponto mais alto há uma placa indicando a altitude e um espaço para parar e tirar fotos. Depois da passagem, a estrada desce levemente e, de repente, aparecem as Salinas Grandes: uma extensão branca e infinita que parece neve, mas é sal pura.
Nas Salinas Grandes: há um setor habilitado para o turismo, com artesãos locais que fazem esculturas de sal. Dá para caminhar pelo salar (leve óculos de sol, o reflexo é intenso), tirar as clássicas fotos de perspectiva forçada e comprar artesanato. Há um pequeno setor com banheiros e barracas de comida. A visita dura entre 30 minutos e 1 hora.
Dica principal: mastigar folhas de coca ou tomar chá de coca antes de subir ajuda com a altitude. Vá devagar na subida, não acelere, deixe o motor trabalhar no seu ritmo. No inverno (junho-agosto) pode haver gelo na estrada no começo da manhã — não saia antes das 8h.
Salta → Cachi pela RP 33 — Cuesta del Obispo e Los Cardones
Distância: 157 km | Tempo de direção: 4 horas (sem paradas) | Superfície: asfalto 100%, estrada sinuosa de montanha | Condição: ★★★★☆ (curvas fechadas, estrada estreita em trechos) | Combustível: abasteça em Salta, o próximo posto é em Cachi (e é o único; às vezes não tem diesel) | Altitude: sai de 1.187 m (Salta), sobe a 3.348 m (Piedra del Molino, ponto mais alto), desce a 2.280 m (Cachi) | Melhor horário: saia entre 7h e 8h; você precisa de luz do dia para todo o percurso | Veículo: qualquer carro, mas com motor em bom estado e freios revisados
A estrada de Salta a Cachi pela RP 33 é considerada por muitos como a mais bonita de todo o NOA. Atravessa três ecossistemas completamente diferentes em 157 km: o Vale de Lerma (verde, subtropical), a Cuesta del Obispo (ziguezague de montanha subtropical), a Recta del Tin Tin no Parque Nacional Los Cardones (altiplano semidesértico com milhares de cactos) e, por fim, a descida ao povoado colonial de Cachi no Vale Calchaquí.
Trecho 1 — Salta a Chicoana (45 km, 40 min): estrada plana e rápida pelo Vale de Lerma. Chicoana é um povoado com boas empanadas para café da manhã antes de atacar a cuesta. Último banheiro confortável antes da montanha.
Trecho 2 — Cuesta del Obispo (45 km, 1h30): aqui começa o sério. A estrada começa a subir em ziguezague pela encosta da montanha. São dezenas de curvas fechadas com precipício de um lado e parede de montanha do outro. A estrada é asfaltada e em bom estado, mas é estreita (em alguns trechos cabem dois veículos apertados) e não tem guard-rails em todos os setores. Vá devagar (30-40 km/h), buzine antes das curvas cegas e dê passagem a veículos que descem. A vegetação é subtropical: yunga de montanha com samambaias, musgos e neblina. Conforme sobe, a vegetação desaparece e a paisagem fica rochosa.
Trecho 3 — Piedra del Molino e Recta del Tin Tin (35 km, 40 min): no ponto mais alto (3.348 m) fica a Piedra del Molino, um mirante com uma capelinha de pedra e vistas incríveis do vale. Dali você começa a descer levemente e entra no Parque Nacional Los Cardones: uma planície onde milhares de cactos cardón (de até 3 metros de altura, crescem 1 cm por ano) se estendem até o horizonte. A Recta del Tin Tin é um trecho reto de 18 km que atravessa essa paisagem — uma foto incrível.
Trecho 4 — Descida até Cachi (32 km, 50 min): descida gradual por Payogasta até Cachi. Cachi é um povoado colonial pequeno (2.500 habitantes), silencioso, com uma igreja histórica, ruas de terra, vistas do Nevado de Cachi (6.380 m) e uma tranquilidade absoluta. Há hospedagem, restaurantes, um museu arqueológico e uma praça encantadora.
Dica principal: essa rota não se faz confortavelmente em ida e volta no mesmo dia desde Salta. Planeje ao menos uma noite em Cachi. Se seguir para Cafayate pela Ruta 40, são duas noites no mínimo (uma em Cachi, uma em Cafayate). Nos domingos à tarde há risco de trânsito na Cuesta del Obispo por causa de gente voltando de Cachi a Salta. Em Chicoana (km 45) dá para parar para tomar o café da manhã — último povoado com serviços antes da montanha. A Recta del Tin Tin ao amanhecer, com sombras enormes dos cerros projetando-se sobre a planície, é uma das fotos mais espetaculares do NOA — se você sair de Cachi cedo, pega com luz perfeita.
Cachi → Cafayate pela Ruta 40 — O trecho mais desafiador do NOA
Distância: 160 km | Tempo de direção: 5 horas (sem paradas) | Superfície: MISTA — trechos asfaltados e trechos de ripio (estado variável) | Condição: ★★★☆☆ (ripio, travessias de rio, isolamento) | Combustível: encha o tanque em Cachi, NÃO há postos até Cafayate (160 km sem combustível) | Altitude: entre 2.000 m e 3.000 m, ondulante | Melhor horário: saia cedo (7h-8h), você precisa chegar a Cafayate com luz | Veículo: 4x4 ou picape alta recomendados (um carro baixo pode fazer na temporada seca, mas com risco de danificar o assoalho)
Aviso honesto sobre essa rota
A Ruta 40 entre Cachi e Cafayate é o trecho mais desafiador do NOA. São cerca de 160 km de ripio com cascalho — uma estrada de terra compactada com pedras que leva cerca de 3 horas de direção pura, sem considerar paradas. As vistas compensam cada buraco, mas é preciso ir preparado: há travessias de rio sem ponte que na temporada de chuvas (janeiro-fevereiro) podem ficar intransitáveis, não há sinal de celular na maior parte do percurso, não há postos, não há socorro mecânico, e o tráfego é mínimo (você pode ficar horas sem cruzar com outro veículo). Viajantes que fizeram essa rota comparam as formações rochosas com as melhores de Utah ou da Islândia. Isso não significa que seja perigosa — milhares de viajantes fazem por ano sem problemas —, mas significa que é preciso ir preparado. Se choveu nos dias anteriores, consulte o estado da estrada antes de sair. Se o seu carro é baixo e você não tem experiência em ripio, considere fazer esse trecho em excursão organizada.
Dito isso, a Ruta 40 entre Cachi e Cafayate é um dos drives mais memoráveis da América do Sul. Você atravessa o coração do Vale Calchaquí: uma paisagem de cerros coloridos, vinhedos de altitude, povoados-fantasma, igrejas de adobe e um silêncio absoluto. É a Argentina profunda na sua versão mais pura.
O percurso:
- Cachi → Seclantás (28 km, 40 min): trecho asfaltado, tranquilo. Seclantás é conhecida pelos ponchos tecidos à mão (os mais finos da Argentina). Parada recomendada.
- Seclantás → Molinos (22 km, 30 min): trecho misto de asfalto e ripio. Molinos tem uma igreja colonial do século XVIII com o corpo mumificado do último governador realista. Povoado silencioso e lindo.
- Molinos → Angastaco (45 km, 1h30): aqui começa o ripio pra valer. Estrada estreita, ondulada, com pedras soltas. Paisagem espetacular de quebrada fechada. Angastaco tem uma barraca de empanadas à beira da estrada.
- Angastaco → San Carlos (40 km, 1h30): outro trecho de ripio com travessias de leitos secos (ou com água depois de chuvas). Quebrada de las Flechas: formações pontiagudas de rocha inclinadas 45 graus, que parecem flechas apontando para o céu. É o ponto mais fotogênico de toda a Ruta 40. Há um trecho asfaltado novo nessa seção.
- San Carlos → Cafayate (25 km, 30 min): trecho asfaltado. San Carlos é o povoado mais antigo do Vale Calchaquí (fundado em 1551). Chegada a Cafayate e à civilização: vinícolas, restaurantes, sorvete de vinho torrontés.
Dica principal: leve água (mínimo 3 litros por pessoa), comida, estepe em bom estado, macaco, chave de roda, lanterna e um galão de combustível de reserva. Tenha o número de algum contato local em Cachi ou Cafayate para o caso de precisar pedir ajuda. O sinal de celular é nulo em 80% do percurso. Esse trecho está sendo asfaltado aos poucos; confira o estado atualizado antes de viajar.
Salta → San Antonio de los Cobres pela RN 51 — A Quebrada del Toro
Distância: 164 km | Tempo de direção: 3 horas (sem paradas) | Superfície: asfalto 100%, bom estado | Condição: ★★★★☆ | Combustível: abasteça em Salta, há um posto em Campo Quijano (km 30) e outro em San Antonio de los Cobres | Altitude: sai de 1.187 m (Salta), sobe gradualmente a 3.775 m (San Antonio de los Cobres) | Melhor horário: saia cedo (7h-8h); calcule o retorno com luz | Veículo: qualquer carro
A RN 51 segue o traçado do antigo Tren a las Nubes pela Quebrada del Toro, um desfiladeiro profundo que vai subindo dos vales verdes de Salta à Puna árida e fria. É uma estrada totalmente asfaltada, em bom estado, sem grandes dificuldades técnicas. O desafio é a altitude: você passa de 1.187 m a 3.775 m em 164 km e, se não estiver aclimatado, pode sentir os efeitos do apunamiento.
O percurso: os primeiros 30 km até Campo Quijano são rápidos e planos. Depois começa a subida pela Quebrada del Toro: um vale encaixado onde a estrada e os trilhos do trem vão juntos, cruzando-se várias vezes. A paisagem vai mudando do subtropical ao semidesértico. Passa-se pelos povoados de El Alisal, Gobernador Solá e Santa Rosa de Tastil (sítio arqueológico pré-inca, vale a pena parar 30 minutos). Os últimos quilômetros antes de San Antonio de los Cobres são uma planície de Puna com vento forte e paisagem lunar.
San Antonio de los Cobres: povoado mineiro a 3.775 m com cerca de 5.000 habitantes. É frio, ventoso e austero, mas tem um charme particular. Há hospedagens básicas, cantinas com comida caseira, e é o ponto de partida para visitar o Viaducto La Polvorilla (o cartão-postal do Tren a las Nubes, a 30 km por estrada de ripio em bom estado) e para seguir rumo às Salinas Grandes pela RN 40 norte.
Dica principal: essa rota pode ser combinada como um circuito: Salta → San Antonio de los Cobres (RN 51) → Salinas Grandes → Purmamarca (Ruta 52) → Salta (RN 9). É um loop de um dia longo (sair 6h, chegar 20h) ou, melhor, em dois dias com noite em Purmamarca. É um dos melhores circuitos do NOA.
Salta → Iruya — A aventura até o povoado à beira do abismo
Distância: 306 km | Tempo de direção: 6-7 horas (sem paradas) | Superfície: 256 km de asfalto (RN 9 até Humahuaca, depois RP 13) + 50 km de ripio de cornija | Condição: ★★☆☆☆ (o trecho final é tecnicamente exigente) | Combustível: encha o tanque em Humahuaca, último posto antes de Iruya | Altitude: sobe a 3.950 m no Abra del Cóndor, desce a 2.780 m (Iruya) | Melhor horário: chegar ao trecho de ripio com sol alto (entre 10h e 15h); não faça a cornija com pouca luz | Veículo: 4x4 ou picape alta obrigatórios
Aviso importante
Os últimos 50 km até Iruya são uma estrada de ripio de cornija (precipício de um lado, parede de montanha do outro) sem guard-rails, que passa pelo Abra del Cóndor a 3.950 m. Na temporada de chuvas (dezembro-fevereiro), essa estrada pode ficar interrompida por deslizamentos e é extremamente perigosa. NÃO tente essa estrada se choveu nas últimas 48 horas, se é sua primeira vez dirigindo em ripio de montanha ou se seu veículo não é 4x4. Alternativa: há vans que fazem Humahuaca–Iruya todos os dias com motoristas que conhecem a estrada de cor.
Iruya é um dos povoados mais isolados e espetaculares da Argentina. Pendurado na encosta de uma montanha, com casas de adobe escalonadas sobre um barranco, parece saído de um filme. Não tem caixas eletrônicos, o sinal de celular é mínimo e chegar é uma aventura em si. Mas, justamente por isso, é um dos destinos mais autênticos do NOA.
O percurso: os primeiros 256 km são a RN 9 de Salta a Humahuaca (descrição acima). Em Humahuaca você pega a RP 13 para leste. Os primeiros quilômetros são asfalto, mas logo começa o ripio. A estrada sobe pela quebrada do rio Iruya, cada vez mais estreita, até chegar ao Abra del Cóndor (3.950 m), o ponto mais alto. Dali vê-se o povoado lá embaixo, e começa uma descida de cornija até os 2.780 m de Iruya. A descida é lenta (20-30 km/h), exige atenção total e, se você cruzar com outro veículo num trecho estreito, um dos dois precisa dar ré até encontrar um alargamento para dar passagem.
Dica principal: se você não quer dirigir esse trecho, pegue a van desde Humahuaca (sai pela manhã, 2-3 horas, preços acessíveis). Os motoristas locais fazem essa rota todos os dias e conhecem cada curva. Em Iruya, fique pelo menos uma noite (o ideal são duas). Há hospedagens simples, mas confortáveis, comida caseira e caminhadas espetaculares até o povoado vizinho de San Isidro.
Dicas práticas para dirigir no NOA
Estratégia de combustível
A regra de ouro do NOA é simples: se você vir um posto de combustível, encha o tanque. Não importa se ainda tem meio tanque. As distâncias entre postos podem ser enormes, e em alguns povoados o posto pode estar fechado, sem diesel ou sem sistema para cartão de crédito. Viajantes experientes recomendam sempre levar dinheiro vivo em pesos argentinos para os postos de povoados pequenos — muitos não aceitam cartão.
Mapa de postos confiáveis:
- Salta capital: todas as bandeiras (YPF, Shell, Axion). Última oportunidade de abastecer antes de qualquer rota.
- El Carril / Chicoana: postos sobre a Ruta 68 e a RP 33 (km 35-45 desde Salta).
- Cafayate: YPF e Shell. Abertos sempre.
- Cachi: um único posto. Às vezes sem diesel. Às vezes só aceita dinheiro.
- San Salvador de Jujuy: todas as bandeiras.
- Purmamarca: um posto sobre a RN 9 (não dentro do povoado).
- Tilcara: um posto.
- Humahuaca: YPF na estrada.
- San Antonio de los Cobres: um posto. Pode ter horário reduzido.
- Susques: um posto (rumo ao Chile pelo Paso de Jama).
Trechos sem combustível: Cachi → Cafayate (160 km), San Antonio de los Cobres → Purmamarca/Susques (65-130 km), Humahuaca → Iruya (50 km). Se você vai fazer esses trechos, leve um galão de reserva de 5-10 litros. Não é paranoia, é senso comum.
Sobre o diesel (gasoil): se você alugar um carro a diesel, saiba que o diesel pode faltar nos povoados pequenos. Os motores a gasolina têm menos potência em altitude, mas o combustível é mais fácil de encontrar. Para um road trip completo pelo NOA, um carro a gasolina é mais prático.
Dirigir em altitude: o que acontece com o carro e com o seu corpo
Várias rotas do NOA superam os 4.000 metros de altitude. Isso afeta tanto o veículo quanto o motorista:
O carro:
- Os motores aspirados (a maioria dos carros de aluguel) perdem entre 20% e 30% de potência a 4.000 m pela menor pressão de ar. Isso significa subidas mais lentas, menos capacidade de ultrapassagem e maior consumo de combustível.
- Não force o motor. Se o carro perder força em uma subida, reduza a marcha (no automático, use o modo L ou 2) e diminua a velocidade. É normal e não danifica o motor.
- Os carros turbo sofrem menos. Se você puder escolher na locadora, um motor turbo é melhor para a altitude.
- O ar-condicionado consome mais potência em altitude. Se você estiver subindo uma cuesta íngreme e o motor sofrer, desligue o A/C temporariamente.
- Verifique a pressão dos pneus antes de subir: a baixa pressão atmosférica pode fazer com que os pneus pareçam mais calibrados do que estão.
Seu corpo:
- Apunamiento (mal de altitude): pode aparecer a partir dos 2.500 m, mas é mais frequente acima de 3.500 m. Sintomas: dor de cabeça, náusea, fadiga, falta de ar, insônia. Em geral é leve e passa em 24-48 horas de aclimatação.
- Prevenção: hidratação constante (mínimo 3 litros de água por dia), evitar álcool nas primeiras 24 horas em altitude, comer leve, subir gradualmente se possível (dormir uma noite em Purmamarca a 2.200 m antes de ir às Salinas a 3.450 m).
- Folhas de coca: mastigar folhas de coca (acullico) ou tomar chá de coca é a solução tradicional andina e funciona. Encontram-se em qualquer mercado ou barraca da Quebrada de Humahuaca. É legal na Argentina.
- Medicação: a acetazolamida (Diamox) é a opção farmacêutica. Consulte seu médico antes de viajar. Alguns turistas tomam de forma preventiva.
Temporada de chuvas e interdições
A temporada de chuvas no NOA vai de dezembro a março, com pico em janeiro e fevereiro. Durante esses meses:
- As estradas de ripio ficam escorregadias ou direto intransitáveis (Ruta 40 Cachi–Cafayate, estrada a Iruya, Serranía del Hornocal).
- Podem ocorrer interdições por aluviões, deslizamentos e cheias de rios, inclusive em estradas asfaltadas como a RN 9 na Quebrada de Humahuaca.
- As chuvas costumam cair à tarde (14h-18h), então sair cedo minimiza o risco.
- Antes de sair em qualquer rota, consulte o estado das estradas na Vialidad Nacional (vfrp.vialidad.gob.ar) ou pergunte no seu hotel/pousada. Os locais sempre sabem quais estradas estão interrompidas.
Dá para viajar na temporada de chuvas? Sim, mas com cuidados. As estradas asfaltadas principais (Ruta 68, RN 9, RN 51) geralmente se mantêm abertas. Os trechos de ripio são o risco. Se você viajar em janeiro-fevereiro, tenha flexibilidade no roteiro: pode ser que tenha que mudar planos se uma estrada estiver interditada.
Controles de polícia e gendarmería
Nas estradas do NOA você vai encontrar postos da Gendarmería Nacional (polícia de fronteira) e da polícia provincial. São rotineiros, e não há com que se preocupar se você estiver com a documentação em ordem:
- Tenha à mão: RG ou passaporte, carteira de habilitação, documento do veículo (cédula verde ou azul), comprovante do seguro em dia e, se o carro for alugado, o contrato de aluguel.
- A Gendarmería tem postos fixos nas estradas que vão às fronteiras (RN 9 rumo à Bolívia, RN 51 e Ruta 52 rumo ao Chile). Vão pedir documentos e podem abrir o porta-malas.
- Não leve folhas de coca se for atravessar ao Chile (é ilegal lá).
- Os controles são rápidos (5-10 minutos) e os gendarmes são corretos. Trate com gentileza e paciência.
Dirigir à noite: não faça isso
Essa dica não é exagero: não dirija à noite nas estradas do NOA. Os motivos:
- Animais na estrada: vacas, burros, cabras, lhamas e cachorros dormem ou atravessam as estradas sem aviso. São escuros, não têm refletivos e aparecem de repente. Uma batida com uma vaca a 80 km/h é potencialmente fatal.
- Sem iluminação: as estradas do NOA não têm iluminação artificial fora dos povoados. A escuridão é total.
- Acostamentos de terra: muitas estradas não têm acostamento pavimentado. Sair do asfalto à noite pode ser perigoso.
- Curvas de montanha: as cuestas (Obispo, Lipán) são suicidas à noite. Não há guard-rails em muitos trechos.
- Gelo no inverno: nas estradas de altitude (+3.000 m) pode haver gelo na pista no final da noite e no começo da manhã.
Planeje as jornadas para sair cedo e chegar com luz. O pôr do sol acontece por volta das 18h-18h30 no inverno e 19h30-20h no verão. Use isso como horário-limite para estar no destino.
Limites de velocidade e controles
- Rodovias nacionais (asfalto): 110-130 km/h no máximo legal, mas, na prática, as estradas do NOA não são para ir rápido. As curvas, a paisagem e o bom senso impõem 60-80 km/h em muitos trechos.
- Travessias urbanas: 40-60 km/h ao passar por povoados. Os povoados têm lombadas que às vezes estão mal sinalizadas. Atenção.
- Estradas de ripio: 30-50 km/h no máximo. Ir mais rápido significa perder o controle do veículo e danificar amortecedores, pneus e assoalho do carro.
- Radares: há radares fixos nos acessos a Salta capital e San Salvador de Jujuy. Multas altas. Nas estradas de montanha não há radares, mas também não faz sentido ir rápido.
- Cinto de segurança: obrigatório para todos os passageiros. Fiscalizado nos acessos às cidades.
- Álcool zero: a tolerância de álcool no sangue é de 0,5 g/l na Argentina, mas, na prática, para as estradas de montanha do NOA, a recomendação é álcool zero.
Aluguel de carro no NOA
Agências de aluguel em Salta
Salta é a base de operações para qualquer road trip pelo NOA. O aeroporto Martín Miguel de Güemes (SLA) tem escritórios de locadoras, e no centro da cidade há várias outras:
- Localiza/Hertz: a maior rede da América do Sul. Escritórios no aeroporto e no centro. Frota ampla. Aceitam cartão de crédito internacional. Bons veículos 4x4 disponíveis. Reserve com antecedência na alta temporada.
- Avis/Budget: escritórios no aeroporto. Frota padrão confiável.
- Europcar/Movida: opções disponíveis na alta temporada.
- Locadoras locais (Salta Rent a Car, Noroeste Rent a Car): costumam ser mais econômicas que as redes internacionais, mas a frota é mais limitada e os carros podem ter mais quilometragem. Algumas não têm 4x4. Vantagem: mais flexíveis com as condições de aluguel e conhecem as estradas.
4x4 versus carro padrão: qual você precisa?
Resposta curta
Se você só vai fazer as estradas pavimentadas (Ruta 68 a Cafayate, RN 9 a Humahuaca, Ruta 52 a Salinas Grandes, RP 33 a Cachi, RN 51 a San Antonio de los Cobres), um carro padrão é 100% suficiente. Um Chevrolet Onix, VW Gol, Toyota Etios ou similar servem perfeitamente. Não gaste a mais em 4x4 se não precisar.
Você precisa de 4x4 ou picape alta SÓ se for fazer:
- A Ruta 40 entre Cachi e Cafayate (trechos de ripio com pedras e travessias de leitos de rio)
- A estrada a Iruya (50 km de ripio de cornija)
- A Serranía del Hornocal desde Humahuaca (25 km de ripio íngreme)
- Excursões à Puna profunda (além de San Antonio de los Cobres)
Um veículo popular para road trips completos do NOA é a Toyota Hilux (picape) ou a Renault Duster (SUV compacta). Ambas têm boa altura do solo, tração adequada e são encontradas nas locadoras.
Preços de referência do aluguel
- Carro padrão (Etios, Onix, Gol): US$ 30-50/dia conforme a temporada.
- SUV compacta (Duster, EcoSport): US$ 50-70/dia.
- Picape 4x4 (Hilux, Amarok): US$ 80-130/dia.
- Seguro CDW/LDW (cobertura total): US$ 10-20/dia adicional. Recomendado para estradas de ripio.
- Quilometragem: a maioria oferece quilometragem livre, mas confira antes. Você vai rodar muito.
Seguro e documentação
- Seguro básico: incluído no aluguel. Cobre responsabilidade civil (danos a terceiros). NÃO cobre danos ao veículo alugado.
- CDW/LDW (Collision Damage Waiver): cobre danos ao veículo. Tem franquia. Recomendado se você vai pegar ripio.
- Cobertura de pneus e assoalho do carro: muitas vezes excluída do CDW. Pergunte explicitamente. Em ripio, furos e danos ao assoalho são o mais comum.
- Carteira de habilitação: a argentina é suficiente. Estrangeiros: a habilitação internacional (PID) é a recomendada, embora muitas locadoras aceitem a carteira do país de origem se for em caracteres latinos.
- Cartão de crédito: obrigatório para o depósito de garantia. Tem que estar no nome do motorista.
- Idade mínima: em geral 21 anos. Alguns veículos exigem 25 anos.
- Travessia ao Chile: se você planeja atravessar ao Chile pelo Paso de Jama, precisa de autorização especial da locadora e seguro com cobertura internacional. Nem todas as empresas permitem. Consulte antes de reservar.
Dicas para a devolução
Se você dirigiu por ripio, o carro vai voltar sujo e possivelmente com algum arranhão. A maioria das locadoras do NOA está acostumada a isso. Algumas recomendações:
- Tire fotos de todo o veículo antes de retirar e na hora de devolver. Especialmente o assoalho, os pneus e os para-choques.
- Devolva com o tanque cheio para evitar cobranças extras.
- Se você furou um pneu e usou o estepe, avise na devolução.
- Verifique no contrato as cobranças por devolver em outra cidade (algumas permitem retirar em Salta e devolver em Tucumán, por exemplo).
Roteiros sugeridos de road trip
Road trip curto: 4-5 dias (sem 4x4)
- Dia 1: Salta → Cafayate pela Ruta 68 (3h de direção + paradas). Tarde: vinícolas de Cafayate. Noite em Cafayate.
- Dia 2: Cafayate: vinícolas, povoado, Quebrada de las Conchas no entardecer. Noite em Cafayate.
- Dia 3: Cafayate → Salta (Ruta 68, 3h) → Salta → Purmamarca (RN 9, 2h30). Noite em Purmamarca.
- Dia 4: Purmamarca → Salinas Grandes (Ruta 52, ida e volta). Tarde: Tilcara ou Humahuaca. Noite em Tilcara.
- Dia 5: Tilcara → Salta (RN 9, 3h). Voo de volta.
Road trip completo: 10-14 dias (com 4x4)
- Dia 1: Chegada a Salta. Cidade de Salta (centro histórico, San Bernardo). Noite em Salta.
- Dia 2: Salta → Cachi pela Cuesta del Obispo (RP 33, 4h). Noite em Cachi.
- Dia 3: Cachi: povoado, museu, Nevado de Cachi. Noite em Cachi.
- Dia 4: Cachi → Cafayate pela Ruta 40 (5h, ripio). Quebrada de las Flechas. Noite em Cafayate.
- Dia 5: Cafayate: vinícolas (Piattelli, El Esteco, Nanni). Noite em Cafayate.
- Dia 6: Cafayate → Salta pela Ruta 68 (3h) com paradas na Quebrada de las Conchas. Noite em Salta.
- Dia 7: Salta → San Antonio de los Cobres (RN 51, 3h). Viaducto La Polvorilla. Noite em San Antonio.
- Dia 8: San Antonio → Salinas Grandes → Purmamarca (Ruta 52, 3h). Noite em Purmamarca.
- Dia 9: Purmamarca → Tilcara → Humahuaca (RN 9, 2h). Hornocal se der tempo. Noite em Humahuaca.
- Dia 10: Humahuaca → Iruya (3-4h desde Humahuaca, ripio). Noite em Iruya.
- Dia 11: Iruya: caminhada até San Isidro, povoado. Noite em Iruya.
- Dia 12: Iruya → Humahuaca → Salta (7h no total). Noite em Salta.
- Dias 13-14: dia livre em Salta, compras, peñas, últimas atividades. Voo de volta.
O que levar no carro
Checklist para um road trip seguro e confortável pelo NOA:
- Itens essenciais de segurança: estepe em bom estado, macaco, chave de roda, triângulos refletivos, extintor (obrigatório por lei), colete refletivo, lanterna com pilhas.
- Combustível: galão de reserva de 5-10 litros (imprescindível se você for fazer a Ruta 40 ou ir a Iruya).
- Água: mínimo 3 litros por pessoa por dia. Na Puna o ar é muito seco e você se desidrata rápido.
- Comida: lanches, frutas secas, biscoitos. Nos trechos longos não tem onde comprar.
- Proteção solar: protetor FPS 50+, óculos de sol (imprescindíveis nas Salinas Grandes), boné.
- Roupa de frio: mesmo no verão, a temperatura cai drasticamente na Puna (pode ir de 25°C a 5°C em poucas horas). Leve uma jaqueta quente sempre.
- Folhas de coca ou chá de coca: para a altitude. Compre nos povoados.
- Dinheiro vivo: muitos povoados pequenos não aceitam cartão. Leve pesos argentinos em dinheiro. Os caixas eletrônicos podem não funcionar ou ter limites baixos de saque.
- Mapas offline: baixe a região no Google Maps ou no Maps.me antes de sair de Salta. Não há sinal em grande parte das estradas.
- Carregador de celular para o carro: o GPS consome bateria rápido.