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Última atualização: Abril de 2026

14 Dias: Buenos Aires + Mendoza + Bariloche

Este roteiro de 14 dias percorre três regiões emblemáticas da Argentina: a capital cosmopolita de Buenos Aires, as vinícolas de Mendoza aos pés dos Andes e a Patagônia dos lagos em Bariloche. É a viagem clássica para quem quer combinar cultura urbana, vinho de classe mundial e natureza patagônica em um único roteiro. Dois voos internos conectam as três etapas com agilidade, permitindo aproveitar cada dia ao máximo, sem perder horas em estrada.

Dia a dia

Dias 1-3: Buenos Aires

San Telmo, Recoleta, Palermo e La Boca. Parrillas portenhas, milongas, museus e a vida noturna intensa da capital. Reserve uma noite para um espetáculo de tango e outra para jantar em Palermo Soho.

Dia 4: Voo para Mendoza

Voo matinal AEP-MDZ (cerca de 2h). Chegada, check-in e passeio a pé pelo centro: Plaza Independencia, Parque San Martín e a animada Avenida Arístides Villanueva à noite, com bares e cervejarias artesanais.

Dias 5-6: Vinícolas de Mendoza

Dia 5: rota do vinho em Luján de Cuyo e Maipú, de bicicleta (USD 10) ou com tour com motorista (USD 80-150). Dia 6: Valle de Uco, com almoço gourmet em Zuccardi Piedra Infinita, Salentein ou Catena Zapata, vista para os Andes em pleno terroir de altitude.

Dia 7: Alta montanha

Excursão de dia inteiro pela Ruta 7 rumo ao Chile: Villavicencio, Uspallata, Puente del Inca e mirante do Aconcágua (6.961 m). Volta a Mendoza no fim da tarde, com parada para fotos no vale do Rio Mendoza.

Dia 8: Voo para Bariloche

Voo MDZ-BRC (2h, com escala em BA em alguns dias). Chegada, transfer ao hotel e passeio pelo Centro Cívico, Catedral e chocolaterias da Calle Mitre (Rapa Nui, Mamuschka, Del Turista).

Dias 9-10: Lagos e bosques

Dia 9: Estrada dos Sete Lagos (RN40) até Villa La Angostura, com paradas em Lago Espejo, Lago Correntoso e Lago Falkner (107 km, 6h com paradas). Dia 10: catamarã pelo Lago Nahuel Huapi até a Isla Victoria e o exclusivo Bosque dos Arrayanes.

Dia 11: Cerro Catedral ou Cerro Tronador

No verão, trekking ao Refugio Frey ou ascensão de teleférico ao Cerro Catedral (2.105 m). Alternativa: excursão de dia inteiro ao Cerro Tronador, Pampa Linda e Cascada de los Alerces, com geleira pendurada à vista.

Dias 12-13: El Bolsón e Lago Puelo

Dia 12: viagem de carro a El Bolsón (2h), com a famosa feira artesanal de quarta, sábado e domingo na Plaza Pagano e tour de cervejarias craft (Otto Tipp, El Bolsón Beer). Dia 13: Parque Nacional Lago Puelo, com águas turquesa, kayak e trilha aos miradouros.

Dia 14: Volta

Voo Bariloche-Buenos Aires (2h15). Conexão internacional direto em EZE ou noite extra em BA para uma última parrilla e compras em Recoleta.

Orçamento estimado (14 dias, sem voo internacional)

  • Mochilão (USD 1.800-2.400): hostels (USD 20-30/noite), refeições econômicas, transporte público e ônibus de longa distância, voos low-cost. Rota do vinho em bicicleta em Maipú (USD 30-50).
  • Padrão (USD 3.200-4.500): hotéis 3★ em zonas centrais, restaurantes médios e algum jantar gourmet, voos internos regulares, tour de 4 vinícolas com almoço harmonizado (USD 120-180), excursão Alta Montaña privativa (USD 100).
  • Conforto (USD 5.500-8.500+): hotéis 4-5★ ou boutique com vista, vinícolas premium com almoço de 7 tempos harmonizados (USD 200-400), Llao Llao ou Charming Luxury Lodge em Bariloche, transfers privados, trekking guiado ao Tronador.

Voos internos BA-MDZ-BRC-BA: USD 200-450 no total, dependendo de antecedência e temporada. Reserve com 4-6 semanas. Aerolíneas Argentinas, Flybondi e JetSmart operam as rotas.

Melhor época para este roteiro

Fevereiro-março e outubro-novembro são as melhores épocas. Fevereiro-março traz a vindima em Mendoza (o mês ideal para vinícolas), com Bariloche em pleno verão e trekkings abertos. Outubro-novembro combina primavera em Bariloche (cores vivas, menos gente) com vinhedos mendocinos em flor. Junho-agosto é interessante se você prioriza esqui em Bariloche (Cerro Catedral); a alta montanha mendocina pode estar fechada por neve. Evite janeiro, quando turistas argentinos saturam Bariloche.

Alternativas ao roteiro base

  • Trocar El Bolsón por San Martín de los Andes se você prefere uma cidade mais sofisticada, com gastronomia de autor. A Rota dos 7 Lagos + San Martín funciona muito bem a partir de Bariloche (2h de viagem).
  • Adicionar El Calafate sacrificando 2 dias em Bariloche: voo BRC-FTE de 1h30. Reserve 2 dias para o Glaciar Perito Moreno + Big Ice.
  • Salta no lugar de Mendoza para quem prefere cultura andina a vinhos: Quebrada de Humahuaca, Cafayate e Hornocal. Veja o guia de Salta.
  • Uruguai opcional: no fim da viagem, ferry BA-Colônia + dia em Montevidéu (acrescenta 1-2 dias).

Dicas práticas específicas

Mendoza

  • Reserve Bodega Catena Zapata, Zuccardi (Valle de Uco) ou Susana Balbo com 2-4 semanas de antecedência. Muitas exigem reserva online via Tock ou pelo site da vinícola.
  • A rota do vinho em Maipú é a mais econômica de bicicleta (aluguel USD 10), porém menos sofisticada. Luján de Cuyo tem vinícolas icônicas a 30 min de carro do centro. Valle de Uco fica a 1h30, mas é imprescindível para Salentein, Zuccardi e Catena Zapata (Adrianna).
  • Não dirija se for visitar 4+ vinícolas: contrate motorista-guia (USD 80-150 por dia) ou tour compartilhado.
  • Prove o Malbec, mas também Bonarda, Torrontés (de Cafayate) e o espumante Chandon.

Bariloche

  • O Circuito Chico (60 km) pode ser feito em bicicleta elétrica (aluguel USD 40-60) ou de carro. Comece cedo (9h) para evitar os ônibus de turistas no Cerro Campanario.
  • A Rota dos 7 Lagos até Villa La Angostura é cinematográfica; leve frios e piquenique — há mirantes com mesas. 107 km, 3h sem paradas, 6h com paradas.
  • Cerveja artesanal: Berlina, Blest, Manush, Patagonia. O tour cervejeiro em El Bolsón é parada obrigatória.
  • No inverno, Catedral e Gran Catedral são as estações de esqui.

O que levar

  • Buenos Aires: roupa smart-casual, sapatos confortáveis, guarda-chuva compacto.
  • Mendoza: roupa em camadas (manhãs frias, meio-dia quente), jaqueta para a noite no Valle de Uco (deserto de altitude — venta forte), óculos de sol e protetor SPF 50 (altitude).
  • Bariloche: jaqueta corta-vento impermeável, fleece, gorro e cachecol (mesmo no verão refresca), tênis de trekking, traje de banho (termas em Pampa Linda, se for ao Tronador).
  • Diversos: adaptador tipo I, protetor solar fator alto, repelente (mosquitos em Bariloche em janeiro-fevereiro), medicamentos pessoais e cópias digitais dos documentos.

Dica: Reserve as visitas às vinícolas com antecedência, especialmente no Valle de Uco. Catena Zapata, Zuccardi e Bodega Salentein podem exigir 4-6 semanas. O almoço no Piedra Infinita (Zuccardi) é uma experiência gastronômica de classe mundial por USD 180-220.

Perguntas Frequentes

É seguro dirigir em Bariloche ou Mendoza?

Sim. As estradas patagônicas são boas, asfaltadas, embora alguns trechos (Rota dos 7 Lagos) tenham estiradas curtas de cascalho. Em Mendoza, o centro é caótico, mas as estradas até as vinícolas são tranquilas. Aluguel a partir de USD 40-80/dia. Estrangeiros precisam de carteira internacional.

Vale fazer o circuito ao contrário (BRC → MDZ → BA)?

Logisticamente funciona igual, mas a experiência fica melhor na ordem clássica (BA → MDZ → BRC): você começa com a energia urbana, descomprime nas vinícolas e termina com a desconexão patagônica. Também é melhor pelo clima: BA em janeiro é quente na chegada, e Bariloche em fevereiro fica perfeito no fim.

Quantos dias dedicar a cada destino?

3 dias em BA (mínimo para Palermo, Recoleta, San Telmo, La Boca), 4 dias em Mendoza (vinícolas Maipú + Luján + Valle de Uco + Alta Montaña), 6 dias em Bariloche (incluindo escapadas aos 7 Lagos, Tronador e El Bolsón). Total: 13 + 1 dia de retorno = 14.

Vale a pena incluir El Bolsón?

Sim, se você curte natureza hippie, feiras artesanais, cervejaria e trilhas (Lago Puelo). Se prioriza sofisticação urbana, troque por San Martín de los Andes (mais gourmet) ou dedique esses dias ao trekking no Tronador/Frey.

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