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Vista panorâmica do Circuito Chico com o Lago Nahuel Huapi e montanhas nevadas

Circuito Chico

O percurso panorâmico mais famoso da Patagônia: 60 km de lagos cristalinos, bosques milenares e vistas que a National Geographic classificou entre as melhores do mundo.

Última atualização: Abril 2026

O Circuito Chico é, sem sombra de dúvida, o passeio mais emblemático e popular de San Carlos de Bariloche. É uma rota circular de aproximadamente 60 quilômetros que contorna a Península de Llao Llao, oferecendo vistas panorâmicas espetaculares do lago Nahuel Huapi, do lago Moreno, do lago Perito Moreno e das montanhas em volta, cobertas de florestas de coihues, ciprestes e araianes. É o tipo de percurso que obriga você a parar o carro a cada poucos minutos, porque cada curva revela uma paisagem mais impressionante do que a anterior. Para brasileiros que já ouviram "Bariloche" mil vezes e nunca entenderam bem o que é: esse passeio é basicamente "Bariloche" resumido em 4 horas.

A rota começa e termina no centro de Bariloche, seguindo a Avenida Exequiel Bustillo rumo ao oeste, contornando a costa sul do lago Nahuel Huapi. Ao longo do caminho, uma sucessão de mirantes, praias, capelas históricas e pontos de interesse transforma esse passeio numa experiência que combina natureza, história e gastronomia patagônica de forma incomparável.

Cerro Campanario: a vista mais espetacular

A primeira grande parada do Circuito Chico é o Cerro Campanario, localizado no km 17,5 da Avenida Bustillo. Um teleférico de 7 minutos leva você da base (860 m) até o cume (1.049 m), onde te espera o que a National Geographic classificou como uma das dez melhores vistas panorâmicas do mundo. E não é exagero: do alto se veem simultaneamente o lago Nahuel Huapi, o lago Moreno Leste, o lago Moreno Oeste, a lagoa El Trébol, a Ilha Victoria, a Península de Llao Llao, o Cerro Catedral, o Cerro Otto e o Cerro López. Num dia claro, o panorama de 360 graus abrange dezenas de quilômetros em todas as direções.

No cume há uma confeitaria onde você pode tomar um café ou um chocolate quente com a vista mais espetacular de fundo. O teleférico funciona o ano inteiro e custa cerca de USD 8-12. Se preferir subir a pé, há uma trilha de uns 30 minutos que sobe pela encosta sul.

Dica de quem conhece: Suba cedo, idealmente antes das 10h, para fugir das nuvens que costumam se formar ao meio-dia no verão. A luz da manhã é perfeita para fotos. Se for durante a semana, praticamente tem o cume só para você.

Hotel Llao Llao: ícone da Patagônia

Seguindo pela rota, você chega ao Hotel Llao Llao, um dos hotéis mais luxuosos da Argentina e um verdadeiro ícone da Patagônia. Construído originalmente em 1938 com madeira de cipreste e pedra, o hotel foi projetado pelo arquiteto Alejandro Bustillo num estilo que funde a arquitetura alpina com materiais nativos patagônicos.

Embora se hospedar lá seja um luxo exclusivo (os quartos começam em USD 500 por noite), qualquer viajante pode passear pelos jardins, tomar um café na confeitaria com vista para o lago ou jogar no campo de golfe de 18 buracos que muitos consideram o mais bonito da América do Sul. O entorno natural do hotel, cercado por bosques de araianes com o lago Nahuel Huapi ao fundo, é simplesmente perfeito para uma caminhada de meia hora. Parada obrigatória para foto — mesmo sem entrar no hotel, a fachada com o lago ao fundo é um dos cartões-postais clássicos de Bariloche.

Puerto Pañuelo e as excursões de barco

O Puerto Pañuelo é o ponto de embarque para as excursões de barco mais importantes de Bariloche: a navegação até a Ilha Victoria e o Bosque de Araianes, a excursão a Puerto Blest e à Cachoeira dos Cántaros, e a lendária Travessia Andina dos Lagos, que conecta Bariloche a Puerto Varas (Chile) atravessando três lagos e dois passos de montanha.

Mesmo que você não faça nenhuma dessas excursões, Puerto Pañuelo vale a parada pela sua praia de areia vulcânica escura com vistas para o lago e as montanhas. No verão, é um ótimo lugar para tomar sol ou dar um mergulho (a água do Nahuel Huapi raramente passa de 18°C, mas num dia de calor patagônico é muito bem-vinda).

Capela San Eduardo

A Capela San Eduardo é uma das joias arquitetônicas do percurso. Essa pequena igreja de pedra e troncos de cipreste, construída em 1938 pelo mesmo arquiteto do Hotel Llao Llao, fica à beira do lago numa clareira da floresta que parece saída de um conto. A capela é um destino popular para casamentos (tem lista de espera de anos) e seu entorno convida a sentar nas pedras à beira do lago e simplesmente contemplar a beleza do lugar.

Ponto Panorâmico e mirantes

Ao longo do Circuito Chico há dezenas de mirantes sinalizados onde vale a pena parar. O Ponto Panorâmico, localizado na parte mais alta da rota sobre a Península de Llao Llao, oferece uma perspectiva única, com vista simultânea para o lago Nahuel Huapi de um lado e para o lago Moreno do outro, separados por apenas uma estreita língua de terra. É um dos pontos mais fotografados de toda a Patagônia.

Outros mirantes de destaque incluem a Playa Bonita (km 8, ideal para uma parada com vista para o lago), o Mirante do Lago Moreno (com vista para as duas baías do lago) e o Mirante dos Araianes (onde dá para ver essas árvores de casca cor de canela crescendo à beira d'água).

Colonia Suiza: o desvio gastronômico

Embora não faça parte rigorosa do Circuito Chico, a Colonia Suiza é um desvio de apenas 3 km que vale absolutamente a pena. Esse pequeno vilarejo foi fundado por imigrantes suíços no início do século XX e preserva um charme alpino único, com casas de madeira, jardins floridos e uma praça central onde, toda quarta e sábado, acontece uma feira artesanal com produtos regionais.

O prato estrela da Colonia Suiza é o curanto patagônico: um cozido de carnes (frango, porco, cordeiro), legumes, batatas e maçãs cozidos embaixo da terra com pedras quentes, uma tradição herdada do povo mapuche. O curanto é servido como prato comunitário e custa cerca de USD 15-20 por pessoa. Também dá para experimentar bolos caseiros, doces regionais e cervejas artesanais nos restaurantes do vilarejo.

Como fazer o Circuito Chico

Tour guiado de ônibus

A opção mais confortável e a mais popular entre brasileiros. Um tour panorâmico com guia bilíngue e paradas nos pontos principais dura cerca de 4 horas e custa a partir de USD 28. As combinações com Colonia Suiza (USD 55) ou Cerro Catedral (USD 56) permitem preencher um dia inteiro. Os tours saem pela manhã e pela tarde do centro de Bariloche.

Carro alugado

A melhor opção se você quer total liberdade. Um carro se aluga a partir de USD 40 por dia e permite parar onde quiser, o tempo que quiser. A rota é perfeitamente asfaltada e sinalizada. O único desafio é o estacionamento em alta temporada, quando os mirantes mais populares lotam cedo.

Bicicleta

Uma opção popular entre os mais esportivos. O circuito tem desníveis moderados e pode ser completado em 4-5 horas pedalando. Dá para alugar bicicletas no centro de Bariloche por cerca de USD 15-20 por dia. Cuidado com o vento patagônico, que pode ficar intenso à tarde.

Perguntas frequentes sobre o Circuito Chico

Tours do Circuito Chico 2026

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Tour panorâmico pelo Circuito Chico

Percorre as paisagens mais espetaculares de Bariloche: lago Nahuel Huapi, Cerro Campanario, Hotel Llao Llao. 4.000+ viajantes, 9.3/10.

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Quanto tempo dura o Circuito Chico?

Em tour guiado dura cerca de 4 horas. Se você fizer por conta própria de carro, calcule 5-6 horas para curtir cada parada com calma. De bicicleta, 4-5 horas pedalando.

Dá para fazer o Circuito Chico de bicicleta?

Sim, é muito popular entre ciclistas. Os desníveis são moderados e a rota é bem asfaltada. Alugar uma bicicleta custa USD 15-20 por dia. Cuidado com o vento à tarde.

Quanto custa o tour do Circuito Chico?

O tour panorâmico básico sai a partir de USD 28. Combinado com Colonia Suiza custa USD 55 e com Cerro Catedral USD 56. De carro alugado, a partir de USD 40/dia.

Dá para fazer o Circuito Chico com crianças?

Sim, é ideal para famílias com crianças. As paradas são curtas, os mirantes são seguros e o Cerro Campanario com o teleférico é adorado pelas crianças. A única advertência é o frio perto do lago mesmo no verão — agasalhe a criançada.

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